Poeta e escritor luso-guineense

Sobre mim

De miúdo da Amadora que sonhava ser futebolista a poeta da Rua Augusta.

Isaac Jaló a escrever um poema

Nasci a 1 de outubro de 1996, em Lisboa, filho de imigrantes guineenses. Cresci na Amadora, um miúdo discreto que queria ser futebolista profissional. Acabei por trocar as chuteiras pela caneta e encontrei nela um refúgio maior do que aquele que os goleadores encontram no fundo das redes.

O meu encontro com a poesia aconteceu cedo: aos nove anos escrevi uma série de poemas que, juntamente com os de colegas de turma, foram reunidos num pequeno livro. Aos treze, uma professora de português descobriu o meu jeito para compor versos, e a partir daí o papel passou a dar-me o mesmo prazer que eu sentia nos campos de jogo.

Três anos depois, numa sala de conferências de um hotel muito próximo da sala de partos onde nasci, apresentei o meu primeiro livro de poesia, Alma Perdida (Editora Universus, 2013). Não levei avante o sonho de ser craque da bola, mas aprendi a juntar as duas paixões: escrevi, a título voluntário, para uma rubrica do jornal Record sobre o universo do futebol, e colaborei em publicações independentes, como o Orpheu 3, de André Di Santo.

Em 2018 publiquei o romance Islâmicos 14:38 (Chiado Books), a história de Fatumata, uma adolescente que encontra na fé a força para escolher um novo caminho.

A vida como fonte

Outros autores alimentam-me a inspiração, mas a maior fonte é a vida, com a sua dor, a sua saudade e as suas emoções. Comecei a escrever por gosto e como forma de expressar sentimentos. É isso que digo a quem me pergunta por onde começar: escrevam para vocês. É a maneira mais honesta de sermos autênticos.

Através da arte, tento advogar por um mundo melhor. Para mim, a poesia também é música: gosto de cantar e de espalhar boa energia, e é isso que procuro levar a cada palestra, a cada evento e a cada poema.

Wisdom of Lisbon

Hoje estou quase sempre na Rua Augusta, com uma máquina de escrever, a escrever poemas para turistas e lisboetas. Chamei-lhe Wisdom of Lisbon. Na parede ficam alguns poemas meus, presos por molas; os outros nascem ali mesmo, de um nome, de uma palavra ou de uma conversa, e saem da máquina datados e assinados. Não há dois iguais.

Do papel para a rua

Percurso

  1. 1996

    Nasce em Lisboa

    Filho de imigrantes guineenses, cresce na Amadora a sonhar com o futebol.

  2. Aos 9 anos

    Os primeiros poemas

    Escreve uma série de poemas que são reunidos num pequeno livro, com os de colegas de turma.

  3. Aos 13 anos

    A professora de português

    Descobre-lhe o talento para compor versos. A poesia passa a ser coisa séria.

  4. 2013

    Alma Perdida

    Primeiro livro de poesia, publicado pela Editora Universus, aos 16 anos.

  5. Imprensa

    Record e Orpheu 3

    Escreve para uma rubrica sobre futebol no jornal Record e colabora em publicações independentes.

  6. 2018

    Islâmicos 14:38

    Romance publicado pela Chiado Books: a história de Fatumata, que encontra na fé a força para um novo caminho.

  7. Televisão

    RTP África e DivulgARTE

    Entrevistas no Bem-Vindos e na rubrica Voz Nacional.

  8. Hoje

    Wisdom of Lisbon

    Poemas escritos à máquina, na hora, para quem passa na Rua Augusta.

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Na televisão e na imprensa

  • Jornal Record Crónicas de futebol Textos escritos a título voluntário para uma rubrica sobre o universo do futebol.
  • Orpheu 3 Publicação independente Colaboração na publicação de André Di Santo.

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Casamentos, festas, empresas e escolas. Escrevo um poema para cada pessoa, na hora.