Quem desce a Rua Augusta entre o Rossio e o Arco já se habituou ao som: o bater das teclas de uma máquina de escrever, no meio da calçada. Sou eu, quase sempre por ali, com a máquina ao colo e uma parede de poemas presos por molas.
Chamei-lhe Wisdom of Lisbon. A ideia é simples: quem passa pode levar um dos poemas que tenho expostos ou pedir um só seu. Basta dizer-me um nome, uma palavra, um momento. Eu ouço, começo a escrever e, poucos minutos depois, entrego uma folha datilografada, com a data, o local e a minha assinatura.
Porquê uma máquina de escrever?
Porque não há “desfazer”. O que sai da máquina fica no papel, com os erros riscados à mão da própria máquina. Cada poema é único e não há cópias. Num mundo em que tudo se apaga e se reescreve, há qualquer coisa de bonito numa folha que só existe uma vez.
Poemas em viagem
Escrevo em português e em inglês, porque na Baixa cruzam-se pessoas do mundo inteiro. Casais, grupos de amigas em despedida de solteira, famílias, lisboetas a caminho do trabalho. Muitos destes poemas já viajaram para longe, dentro de malas e cadernos.
Se quiseres saber onde estou num determinado dia, segue o @wisdomoflisbon no Instagram. E se não estás em Lisboa, também escrevo poemas por encomenda e para eventos.


